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Vivia amplos desafios, e muitas
vezes, em meio a sensações de fragilidade e desamparo, via-se solenemente
instalada em sua história. E ela se desenrolava qualquer que fosse a
circunstância, favorável ou desfavorável; ela a sacudia e a fazia crescer em compreensão e
análise. Estava só. Sempre esteve só.
Vivia um dia de cada vez, e já compreendia que seu futuro viria tão somente como
consequência de seus atos e seus pensamentos, e iria lhe tocar a face, o corpo,
e talvez, o coração. O futuro poderia fortalecê-la se conseguisse se conectar com seu eu maior, com aquilo que existe em cada pessoa,
e neste plano, não pode ainda se manifestar por inteiro. Por isso, buscava melhorar-se a todo momento. Buscava
capacitar-se para enfrentar esta vida de contrastes. Nesta trajetória, tudo ia
perdendo a importância e ganhando desapego, compreensão, essência.



